carregando...

Como funciona a TRI, método de avaliação utilizado no Enem

Como funciona a TRI, método de avaliação utilizado no Enem

Em mais uma participação na imprensa, a TRIEduc explica sobre como funciona a Teoria de Resposta ao Item, método estatístico utilizado nas principais avaliações educacionais nacionais e internacionais, no portal CinePlaneta: https://www.cineplaneta.com.br/como-funciona-a-tri-metodo-de-avaliacao-utilizado-no-enem/

Confira!

A  Teoria de Resposta ao Item, comumente tratada apenas como TRI, é uma metodologia estatística utilizada para calcular o desempenho de alunos, escolas e redes educacionais que participam de processos de avaliação aplicados em larga escala.

Criada na década de 1950 nos Estados Unidos, a TRI envolve psicologia, estatística e informática, e tem a vantagem de garantir que os resultados obtidos em diferentes períodos, com diferentes populações, sejam comparáveis.

Desde 2009, quando o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi reformulado para ser unificado como concurso vestibular das universidades federais do país, possui esse método de correção.

Para entendermos melhor o funcionamento da TRI, vamos pensar em testes como vestibulares, concursos públicos, ou seja, em avaliações do tipo classificatório, nelas, a nota do aluno ou do candidato é calculada a partir da quantidade de questões que ele responde corretamente. Contudo, dependendo da dificuldade da prova, uma mesma pessoa pode acertar mais ou menos questões – em uma prova fácil com 20 exercícios, um determinado aluno acerta 14, mas em uma prova difícil, esse mesmo aluno pode acertar apenas 8 questões. Nesse tipo clássico de análise, a comparabilidade dos dois resultados é impossibilitada porque estes são muito dependentes das dificuldades das provas aplicadas e, ao final, o avaliador não é capaz de responder se essa pessoa sabe muito ou pouco sobre o assunto aferido.

Com o intuito de superar esse tipo de limitação foi desenvolvida a TRI, essa metodologia calcula a nota de estudantes levando em consideração a dificuldade das questões que eles respondem corretamente – aquelas com baixo índice de acertos (consideradas difíceis) têm um peso maior na pontuação final do que questões com alto índice de acertos (consideradas fáceis) -, além da coerência do mesmo ao responder a prova toda. A nota final do aluno pela TRI, portanto, depende do perfil de questões que ele acerta, não da quantidade.

Por isso, quando falamos da avaliação de um grande número de pessoas ao longo do tempo, a TRI se mostra melhor que a Teoria Clássica dos Testes (TCT). Já em sala de aula, nas avaliações da aprendizagem feitas continuamente pelo professor para diagnosticar se um determinado conteúdo foi bem entendido pela turma, a TCT pode ser utilizada com tranquilidade.

 

Pensando em uma avaliação aplicada em larga escala, a TRI é melhor que a TCT no que diz respeito ao diagnóstico do nível de conhecimento dos alunos porque, na TRI, as notas não representam um desempenho individual, mas sim a posição que um determinado aluno ocupa na escala de proficiência em que todos os demais participantes também são incluídos, e que é continuamente enriquecida pelos dados provenientes de aplicações conhecidas como “pré-testes”, momentos em que as questões são empiricamente testadas para que se descobrir seu nível de dificuldade, sua capacidade de discriminação e sua probabilidade de acerto ao acaso.

As escalas de proficiência são como uma reta numérica, isto é, seus números representam posições. E essas podem ser interpretadas em termos pedagógicos para elucidar quais são as competências, habilidades e conhecimentos que os alunos demonstram dominar, e aqueles que eles ainda não deram conta.

Em avaliações aplicadas em larga escala, a vantagem na TRI é justamente sua capacidade de garantir a comparabilidade dos resultados obtidos, o que possibilita estabelecer diversos diagnósticos sobre os resultados do trabalho educacional que está sendo desenvolvido na escola, na rede, no município, no estado, no país… E responder questões como: será que temos mais alunos com aprendizagem adequada do que há alguns anos? Será que os jovens estão chegando melhor preparados aos anos finais da educação básica? Quais são as áreas de conhecimento que necessitam de maiores investimentos? E assim por diante.

Sobre a Fonte: Diego Camacho

  • Fundador da TRIEduc Inteligência Educacional;
  • Estatístico pela Universidade Estadual Paulista (UNESP);
  • MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela FGV;
  • Tem reconhecida experiência no desenvolvimento de pesquisas quantitativas e qualitativas e no desenvolvimento de projetos de avaliação educacional pela Teoria da Resposta ao Item, pesquisas de fatores associados à aprendizagem e modelagem estatística.

Natalia Fernandes
zarucomunicacao.com.br

Pesquise em nosso blog